Segurança para DTVMs e Distribuidoras de Títulos: contendo ordens fraudulentas e protegendo a liquidação
DTVMs intermedeiam títulos públicos, câmbio e fundos com integração direta a B3, Selic e custodiantes. Um operador comprometido vira ordens não autorizadas e risco de liquidação. Veja como a Decripte contém o account takeover, investiga a sessão e estrutura uma mesa resistente a phishing.
Resposta direta
Para proteger uma DTVM ou distribuidora de títulos, o ponto de partida é tratar a sessão do operador como o ativo crítico que ela é: implantar MFA resistente a phishing (FIDO2/WebAuthn) em toda a mesa, instrumentar detecção de ordens anômalas em tempo real (volume, horário, contraparte e desvio de padrão por operador), segmentar os sistemas que falam com B3, Selic e custodiantes em rede isolada com saída controlada, e manter um SOC 24x7 capaz de matar uma sessão sequestrada em minutos. Em paralelo, é preciso pentest recorrente do home broker e do sistema de roteamento de ordens, gestão contínua de vulnerabilidades e governança alinhada às exigências da CVM e às resoluções do Banco Central sobre segurança cibernética. A Decripte combina esses controles com resposta a incidentes com SLA de contenção em até 1 hora. Comece pelo diagnóstico gratuito de Gestão de Ameaças em decripte.io/free e veja sua superfície de exposição antes que um atacante a use.
24/7
SOC monitorando ordens e sessões
<=1h
SLA de contenção de incidente
FIDO2
MFA resistente a phishing na mesa
ISO 27001
Framework de gestão aplicado
Em resumo
- ›O maior risco operacional de uma DTVM não é o sistema cair, é uma sessão legítima de operador ser sequestrada e emitir ordens reais; o controle decisivo é MFA resistente a phishing mais detecção comportamental na mesa.
- ›Account takeover via phishing de operador permite ordens fraudulentas e tentativas de manipulação de liquidação Selic/B3 dentro da janela operacional, antes que qualquer reconciliação de fim de dia perceba.
- ›Detecção precisa olhar o comportamento da ordem (volume, contraparte, horário, desvio do padrão do operador), não só autenticação; ordens fraudulentas usam credenciais válidas.
- ›A integração direta com B3, Selic e custodiantes exige segmentação de rede e saída controlada para que um host comprometido não vire pivô até os sistemas de liquidação.
- ›Resposta a incidente em DTVM é uma corrida contra a janela de liquidação: a Decripte contém a sessão, preserva evidência e investiga o ATO com SLA de contenção em até 1h.
- ›Conformidade com CVM e resoluções do Banco Central sobre cibersegurança não é papel: vira controle técnico auditável quando combinada a SOC, gestão de vulnerabilidades e trilha de auditoria.
Cibersegurança para DTVMs e Distribuidoras
DTVMs intermedeiam títulos públicos, câmbio e fundos com integração direta a B3, Selic e custodiantes. Um operador comprometido vira ordens não autorizadas e risco de liquidação. Veja como a Decripte contém o account takeover, investiga a sessão e estrutura uma mesa resistente a phishing.
Por que uma DTVM é um alvo de altíssimo valor
Uma Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários ocupa um lugar peculiar na infraestrutura do mercado financeiro brasileiro: ela não é apenas um intermediário de varejo, é um nó conectado de forma direta ou quase direta às engrenagens de liquidação do país. Ordens de compra e venda de títulos públicos roteiam para o Selic; operações com ativos privados e ações tocam a B3 e suas câmaras; posições de clientes ficam sob custódia que precisa reconciliar diariamente; mesas de câmbio movimentam volumes que afetam o caixa da própria instituição. Cada uma dessas pontes é, ao mesmo tempo, uma função de negócio e uma superfície de ataque.
O atacante que entende esse desenho não busca derrubar o site. Ele busca uma sessão. Mais especificamente, a sessão de um operador de mesa ou de um back-office com poder de lançar, aprovar ou roteаr ordens. Porque uma ordem emitida a partir de uma sessão legítima carrega toda a autoridade daquela credencial: ela atravessa os controles de borda, passa pelo sistema de roteamento e chega aos sistemas de liquidação como uma instrução válida. O fraude não está em quebrar a criptografia da B3; está em fazer o sistema acreditar que quem manda a ordem é o operador de sempre.
O ativo crítico é a sessão, não o servidor
Em fintechs de pagamento, o alvo costuma ser o fluxo de dinheiro. Em uma DTVM, o alvo é a capacidade de emitir uma instrução de mercado reconhecida como legítima. Por isso o vetor número um é o account takeover de operador, geralmente iniciado por phishing direcionado, e não a invasão clássica de perímetro.
Há ainda um agravante temporal que torna o setor distinto. Mercados têm janelas. Há horário de pregão, há ciclos de liquidação (o mercado brasileiro de ações opera em ciclo D+2, por exemplo), há cortes de fim de dia para reconciliação. Um atacante que controla uma sessão dentro da janela operacional tem um intervalo finito mas suficiente para causar dano antes que a reconciliação de fechamento acuse divergência. A defesa, portanto, não pode ser de fim de dia. Tem que ser em tempo real, na própria emissão da ordem.
Quatro vetores que definem o risco do sub-setor
- ›Account takeover de operador com emissão de ordens fraudulentas a partir de sessão legítima
- ›Manipulação ou interferência no fluxo de liquidação que toca Selic e B3
- ›Vazamento da carteira de investidores qualificados e dados de posições sob custódia
- ›Fraude em mesa de câmbio, incluindo desvio de cotação e contraparte forjada
Anatomia do account takeover de operador
O account takeover de um operador raramente começa com sofisticação técnica. Começa com engenharia social bem pesquisada. O atacante mapeia a estrutura da distribuidora — quem opera, quem aprova, quem está no back-office — usando LinkedIn, vazamentos antigos de credenciais e a própria comunicação pública da instituição. Em seguida, monta um e-mail ou mensagem que parece interna: uma falsa notificação de expiração de senha do sistema de ordens, um aviso da área de compliance, um link para um portal de treinamento obrigatório. A página de destino é um clone pixel a pixel da tela de login real.
Quando a DTVM usa apenas senha mais um segundo fator fraco — SMS ou um código TOTP digitado manualmente — o golpe se completa em tempo real. O operador digita a senha e o código no site falso; o atacante, do outro lado, repassa imediatamente essas credenciais para o sistema verdadeiro e captura a sessão. Esse é o padrão de adversary-in-the-middle, e é exatamente por isso que segundo fator baseado em código compartilhável não resolve o problema: o código pode ser interceptado e reutilizado dentro da sua janela de validade.
Por que FIDO2/WebAuthn muda o jogo
O MFA resistente a phishing usa criptografia de chave pública vinculada à origem (o domínio real) e exige presença física do autenticador. Mesmo que o operador caia no phishing e o atacante esteja no meio, a assinatura WebAuthn não funciona para o domínio falso. A credencial não é um segredo que pode ser repassado; é uma prova que só vale para o site legítimo. Esse é o controle que efetivamente neutraliza o adversary-in-the-middle na mesa.
Uma vez de posse da sessão, o atacante tem dois caminhos. O barulhento: emitir ordens grandes e rápidas para uma contraparte controlada, aceitando que será detectado mas apostando que a liquidação acontece antes da reação. E o silencioso: ficar dias observando o ritmo do operador, aprendendo seus horários, suas contrapartes habituais, seus volumes típicos, para então emitir ordens fraudulentas que se camuflam dentro do padrão normal. O segundo é muito mais perigoso e só é detectável com modelagem comportamental — saber que aquela ordem, embora válida e dentro do limite, é anômala para aquele operador naquele horário com aquela contraparte.
Sinais de uma sessão de operador comprometida
- ✓Login de operador a partir de geolocalização ou ASN incompatível com o padrão da mesa
- ✓Sessão ativa fora do horário habitual daquele operador específico
- ✓Ordens para contrapartes ou ativos fora do repertório histórico do operador
- ✓Mudança súbita de volume ou frequência de lançamento em uma única sessão
- ✓Acesso concorrente da mesma credencial em dois dispositivos ao mesmo tempo
- ✓Tentativas de alterar dados cadastrais de liquidação ou conta de destino logo após o login
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A janela de liquidação como campo de batalha
Manipular a liquidação não significa, na prática, invadir o Selic ou a B3 — esses ambientes têm controles próprios robustos e múltiplas camadas de validação. O risco real, do ponto de vista da DTVM, é manipular o que sai dela em direção a esses sistemas. Uma ordem fraudulenta roteada corretamente, com a instrução de liquidação apontando para uma conta ou contraparte controlada pelo atacante, é tecnicamente uma operação válida que a câmara processará. O ponto de falha está dentro da distribuidora, no momento entre a emissão da ordem e o envio ao sistema de liquidação.
Por isso a segmentação de rede é um controle de primeira ordem aqui, não um detalhe de infraestrutura. Os hosts que se comunicam com B3, Selic e custodiantes precisam viver em uma zona isolada, com saída de rede explicitamente controlada e inspecionada, sem rota direta a partir das estações de trabalho da mesa ou da rede corporativa geral. Se a estação de um operador é comprometida, ela não pode se tornar um pivô que alcança diretamente o gateway de liquidação. O comprometimento precisa ser contido na estação, e a comunicação com a liquidação precisa exigir uma camada adicional de autorização que a estação sozinha não consegue forjar.
Reconciliação de fim de dia chega tarde demais
Confiar que a conferência de fechamento vai pegar a fraude é confiar que o estrago já aconteceu. Quando a divergência aparece na reconciliação, a ordem já foi enviada e possivelmente liquidada. A defesa precisa estar na emissão: validar comportamento da ordem em tempo real e exigir aprovação fora de banda para operações que desviam do padrão.
Os sistemas de roteamento de ordens (OMS) e o home broker são, portanto, alvos prioritários de teste. Um pentest competente desses sistemas vai além de buscar SQL injection na tela de login. Ele questiona se é possível forjar ou adulterar uma ordem em trânsito, se os controles de limite por operador são realmente aplicados no servidor e não apenas no front-end, se há validação de integridade entre o que o operador vê e o que efetivamente é enviado à liquidação, e se a separação de funções — quem lança versus quem aprova — sobrevive a manipulações de API. Muitas falhas críticas de OMS são lógicas, não técnicas: o limite existe mas pode ser contornado, a aprovação existe mas pode ser pulada.
Dados de investidores qualificados e a mesa de câmbio
A carteira de uma DTVM concentra um tipo de dado especialmente sensível: posições, patrimônio e estratégias de investidores qualificados e profissionais, além de fundos e clientes institucionais. Esse conjunto é valioso por dois motivos. Primeiro, porque expõe diretamente o cliente a ataques direcionados — saber quanto alguém tem e onde aplicou é munição para fraude e extorsão. Segundo, porque a fuga desses dados configura incidente sob a Lei Geral de Proteção de Dados, com dever de comunicação à ANPD e aos titulares quando houver risco relevante, além de dano reputacional difícil de reverter em um setor que vive de confiança.
A mesa de câmbio adiciona uma frente própria. Operações de câmbio envolvem cotação, contraparte e instruções de pagamento internacional ou liquidação em moeda estrangeira. A fraude clássica aqui mistura comprometimento de e-mail corporativo com manipulação de instrução: um atacante que controla a comunicação consegue inserir uma contraparte forjada ou alterar dados de liquidação de uma operação legítima. É o BEC — business email compromise — aplicado ao contexto de câmbio, onde os valores por operação são altos e a reversão, uma vez liquidada a operação, é praticamente impossível.
O que protege a carteira e a mesa
- ›Cifragem em repouso e em trânsito dos dados de posição e cadastro de investidores
- ›Controle de acesso por menor privilégio: operador não enxerga a carteira inteira da casa
- ›Trilha de auditoria imutável de quem acessou e exportou dados de clientes
- ›Validação fora de banda de qualquer alteração de instrução de liquidação ou contraparte na mesa de câmbio
- ›Monitoramento de exfiltração: exportações massivas de carteira disparam alerta no SOC
O elo comum entre proteger a carteira e blindar o câmbio é o mesmo princípio: nenhuma ação de alto impacto deve depender de um único canal ou de uma única credencial. Alterar a conta de liquidação de uma operação, exportar a base de clientes qualificados, aprovar uma transferência de câmbio acima de um limiar — tudo isso precisa de uma segunda confirmação por um caminho que o atacante não controla mesmo tendo sequestrado a sessão.
O papel do SOC 24x7 na detecção de ordens anômalas
Um SOC genérico monitora logs de firewall e alerta sobre malware. Um SOC útil para uma DTVM entende a semântica do negócio: ele sabe o que é uma ordem, conhece o padrão de cada operador, reconhece a janela de pregão e correlaciona eventos de autenticação com eventos de mercado. A diferença é entre receber um alerta de 'login suspeito' e receber um alerta de 'operador X autenticou de um ASN incomum e, três minutos depois, emitiu uma ordem de volume atípico para uma contraparte nunca usada — sessão isolada para análise'.
Essa detecção comportamental se constrói a partir de uma linha de base. Para cada operador, o SOC aprende: horários típicos de atividade, faixa de volume das ordens, conjunto de ativos e contrapartes recorrentes, dispositivos e localizações habituais, ritmo de lançamento. Desvios significativos viram sinais. Nenhum sinal isolado prova fraude, mas a combinação de vários — login anômalo mais ordem fora de padrão mais tentativa de alterar dados de liquidação — eleva a confiança a um nível que justifica contenção imediata, antes mesmo de uma investigação completa.
Detecção que olha a ordem, não só a porta
Credenciais válidas atravessam a autenticação. Por isso a detecção não pode parar no login. O SOC da Decripte correlaciona o evento de autenticação com o comportamento da ordem: volume, contraparte, ativo, horário e desvio do padrão do operador. É essa correlação que separa o operador legítimo da sessão sequestrada usando a mesma credencial.
O SOC 24x7 também resolve um problema estrutural do setor: o ataque não respeita o horário comercial. Operações de câmbio e mercados internacionais estendem a janela de risco para além do pregão local, e o atacante escolhe deliberadamente o momento de menor vigilância — madrugada, feriado, virada de turno. Monitoramento contínuo com analistas de plantão e capacidade de resposta imediata é o que transforma um alerta em contenção de fato, em vez de um e-mail que será lido na segunda-feira de manhã.
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Conformidade CVM e Banco Central como controle técnico
DTVMs operam sob dupla supervisão regulatória: a Comissão de Valores Mobiliários no que toca à atividade de distribuição e intermediação de valores mobiliários, e o Banco Central enquanto instituição autorizada a funcionar. Ambos os reguladores avançaram em exigências de segurança cibernética e de continuidade de negócio, com expectativa explícita de política de segurança formalizada, gestão de risco cibernético, controles de acesso, gestão de incidentes com capacidade de resposta e comunicação, e governança sobre prestadores de serviço relevantes, incluindo computação em nuvem.
A Decripte traduz essas exigências em controles auditáveis em vez de documentos parados. Uma política de segurança vira regra de acesso aplicada; a gestão de incidentes vira um runbook executável com SLA de contenção; o monitoramento exigido vira um SOC com trilha de evidências que sustenta a comunicação ao regulador quando necessário. Frameworks como ISO 27001 organizam o sistema de gestão; quando há contato com dados de cartão na operação, PCI-DSS entra como exigência específica; e a LGPD permeia todo o tratamento de dados pessoais de investidores, com a ANPD como autoridade para notificação de incidentes relevantes.
Onde conformidade vira técnica
- ✓Política de segurança da informação formalizada e efetivamente aplicada como controle de acesso e segmentação
- ✓Gestão de risco cibernético com inventário de ativos e superfície de ataque continuamente avaliada
- ✓Plano de resposta a incidentes com papéis, runbook e SLA de contenção mensurável
- ✓Trilha de auditoria imutável para sustentar prestação de contas a CVM e Banco Central
- ✓Gestão de fornecedores e nuvem com avaliação de risco dos provedores relevantes
- ✓Mapeamento LGPD do ciclo de vida dos dados de investidores e fluxo de notificação à ANPD
Vale a precisão: não existe um número mágico de norma que, cumprido, garanta segurança. O que os reguladores cobram é capacidade demonstrável — que a instituição saiba o que tem, monitore, detecte, responda e aprenda. Auditoria de conformidade sem capacidade operacional de resposta é fachada; capacidade operacional sem governança documentada é frágil sob escrutínio. A Decripte costura as duas pontas.
Como começar: do diagnóstico gratuito à mesa blindada
O caminho de entrada é deliberadamente sem atrito. A Gestão de Ameaças gratuita da Decripte, em decripte.io/free, faz um diagnóstico da sua superfície de exposição usando inteligência de fontes abertas: credenciais de operadores e domínios da distribuidora que apareçam em vazamentos, ativos expostos à internet que não deveriam estar, domínios parecidos com o seu que podem servir a phishing direcionado contra a mesa. É o mesmo reconhecimento que um atacante faria — só que a favor da sua defesa, antes do golpe.
Comece pelo risco real, não por uma proposta
O diagnóstico gratuito mostra, em concreto, o que está exposto da sua DTVM hoje. A partir desse retrato você decide onde investir primeiro. A conversão é self-service: comece grátis em decripte.io/free e, quando fizer sentido, contrate os planos pagos diretamente em /planos.
A partir do retrato de risco, a evolução é natural e sob seu controle. Quem precisa de monitoramento contínuo ativa o SOC 24x7. Quem precisa validar o sistema de ordens contrata o Pentest. Quem precisa fechar lacunas conhecidas adota a Gestão de Vulnerabilidades. Quem está sob pressão regulatória estrutura a Conformidade. E quem está vivendo um incidente aciona a Resposta a Incidentes com SLA de contenção em até uma hora. Nenhum passo exige formulário ou espera: o diagnóstico começa em decripte.io/free e os planos pagos estão em /planos.
Cenário ilustrativo: ordens não autorizadas após phishing de operador em uma distribuidora
Cenário ilustrativo
Este é um cenário ilustrativo, não um cliente real, construído a partir de padrões típicos do sub-setor de DTVMs e distribuidoras. Uma distribuidora de médio porte, com mesa de renda fixa, mesa de câmbio e home broker para clientes qualificados, integrada à B3 e ao Selic via OMS próprio. Autenticação na época: senha mais código TOTP digitado manualmente. Um operador sênior da mesa de renda fixa recebe, no início da manhã, um e-mail que imita o portal interno de compliance, com aviso de 'reautenticação obrigatória do sistema de ordens'. O link leva a um clone do login. O operador insere senha e código; o atacante, em adversary-in-the-middle, captura a sessão em tempo real.
Detecção
O SOC 24x7 dispara um alerta de alta prioridade: a credencial do operador autenticou a partir de um ASN incompatível com o padrão da mesa e, poucos minutos depois, iniciou o lançamento de ordens de renda fixa com volume e contraparte fora do repertório histórico daquele operador. A correlação entre login anômalo e comportamento de ordem atípico eleva a confiança e abre incidente imediatamente, ainda dentro da janela de pregão.
Contenção
Dentro do SLA de contenção de até 1 hora, a Decripte aciona o runbook: a sessão sequestrada é encerrada à força, a credencial do operador é suspensa, e o acesso daquela origem é bloqueado. As ordens pendentes emitidas pela sessão são sinalizadas para retenção e revisão junto à operação antes de qualquer envio adicional à liquidação. A estação do operador é isolada da rede para evitar movimento lateral até a zona que fala com B3 e Selic.
Investigação do ATO
A equipe reconstrói a linha do tempo: identifica o e-mail de phishing, o domínio clonado e o padrão adversary-in-the-middle que tornou o TOTP inútil. Verifica se houve acesso à carteira de investidores ou tentativa de alterar instruções de liquidação e dados de contraparte. Preserva evidências — logs de autenticação, registros do OMS, e o artefato de phishing — com integridade para eventual prestação de contas a CVM e Banco Central.
Erradicação
O domínio de phishing é reportado para derrubada. Todas as credenciais potencialmente expostas no episódio são rotacionadas. A análise confirma o escopo: o comprometimento ficou contido na sessão do operador, sem pivô até os sistemas de liquidação, graças à segmentação que separava as estações da mesa da zona de integração com B3 e Selic.
Recuperação
As ordens fraudulentas retidas são canceladas em conjunto com a operação; nenhuma chega a liquidar. O operador recebe nova credencial já vinculada a um autenticador FIDO2. A mesa retoma a atividade normal no mesmo pregão, com monitoramento reforçado sobre a credencial afetada e as contrapartes envolvidas na tentativa.
Estruturação e lições
A Decripte implanta MFA resistente a phishing (FIDO2/WebAuthn) para toda a mesa, calibra a detecção comportamental por operador no SOC, reforça a segmentação da zona de liquidação com saída controlada e institui validação fora de banda para alteração de instruções de liquidação e contraparte. Um pentest do OMS e do home broker é agendado para validar limites por operador e separação de funções no servidor.
Desfecho com a Decripte
Nenhuma ordem fraudulenta liquidou e nenhum dado de investidor qualificado vazou. O incidente, que começou com um único clique em um phishing convincente, foi contido dentro da janela de pregão graças à detecção comportamental do SOC e ao SLA de contenção em até 1 hora. Mais importante: a distribuidora saiu do episódio com uma mesa estruturalmente mais segura — credenciais que não podem ser repassadas a um site falso, monitoramento que entende o comportamento da ordem e uma zona de liquidação que não pode ser alcançada por uma estação comprometida. O account takeover deixou de ser um caminho viável.
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Como a Decripte responde a um incidente em uma DTVM
Resposta a incidente em uma distribuidora é uma corrida contra a janela de liquidação. Cada passo é desenhado para conter primeiro, preservar a evidência e investigar sem que a fraude chegue a liquidar. O SLA de contenção é de até 1 hora.
- Triagem e confirmação imediata: correlacionar o evento de autenticação suspeito com o comportamento das ordens (volume, contraparte, ativo, horário) para confirmar rapidamente se há sessão de operador sequestrada e abrir o incidente com a prioridade correta.
- Contenção da sessão: encerrar à força a sessão comprometida, suspender a credencial do operador afetado e bloquear a origem do acesso, tudo dentro do SLA de até 1 hora, ainda dentro da janela operacional.
- Retenção das ordens em risco: sinalizar para retenção e revisão as ordens emitidas pela sessão suspeita, evitando que cheguem aos sistemas de liquidação que tocam B3 e Selic antes da análise.
- Isolamento e bloqueio de pivô: isolar a estação comprometida da rede, confirmando que a segmentação impediu acesso lateral à zona de integração com custodiantes e câmaras de liquidação.
- Investigação do account takeover: reconstruir a linha do tempo do ataque — phishing, domínio clonado, adversary-in-the-middle — e medir o escopo: houve acesso à carteira de investidores, tentativa de alterar instruções de liquidação ou de contraparte na mesa de câmbio.
- Erradicação: derrubar o domínio de phishing, rotacionar credenciais expostas e remover qualquer persistência, confirmando que o comprometimento ficou contido sem alcançar os sistemas de liquidação.
- Recuperação assistida: cancelar com a operação as ordens fraudulentas retidas, reemitir credenciais já com MFA resistente a phishing e retomar a mesa com monitoramento reforçado sobre os ativos afetados.
- Lições e endurecimento: registrar o incidente com evidência íntegra para prestação de contas a CVM e Banco Central, e converter o aprendizado em controles permanentes — FIDO2 na mesa, detecção comportamental calibrada e validação fora de banda.
Como a Decripte estrutura a segurança de uma distribuidora
Conter um incidente é necessário, mas o objetivo é tornar o account takeover inviável e a fraude de ordens detectável na origem. A estruturação se apoia em pilares que se reforçam mutuamente.
Identidade resistente a phishing na mesa
Implantação de MFA FIDO2/WebAuthn para todos os operadores e back-office, vinculando a autenticação ao domínio real e exigindo presença do autenticador. Isso neutraliza o adversary-in-the-middle, que é a técnica central do account takeover de operador.
Detecção comportamental de ordens
Linha de base por operador — horário, volume, contraparte, ativo, ritmo — alimentando o SOC 24x7 para que ordens anômalas disparem alerta em tempo real, na emissão, antes da liquidação, mesmo quando a credencial usada é válida.
Segmentação da zona de liquidação
Isolamento dos hosts que se comunicam com B3, Selic e custodiantes em uma rede dedicada com saída controlada e inspecionada, de modo que uma estação comprometida na mesa não vire pivô até o gateway de liquidação.
Validação fora de banda de ações críticas
Segunda confirmação por um canal que o atacante não controla para operações de alto impacto: alterar instrução de liquidação, mudar contraparte na mesa de câmbio, exportar a carteira de investidores ou aprovar operações acima de limiares definidos.
Teste contínuo do OMS e home broker
Pentest recorrente focado em lógica de negócio: aplicação real dos limites por operador no servidor, integridade da ordem em trânsito, separação de funções entre quem lança e quem aprova, e resistência das APIs a manipulação.
Governança alinhada a CVM, BCB e LGPD
Política de segurança aplicada como controle, gestão de risco e de vulnerabilidades, trilha de auditoria imutável e mapeamento do ciclo de vida dos dados de investidores, com fluxo de notificação à ANPD pronto para incidentes relevantes.
Planos recomendados para DTVMs e Distribuidoras
Resposta a Incidentes
Quando uma sessão de operador é sequestrada e ordens fraudulentas começam a sair, a contenção tem que vencer a janela de liquidação. O SLA de contenção em até 1 hora encerra a sessão, retém as ordens em risco e investiga o account takeover antes que a fraude chegue à B3 ou ao Selic.
Ver plano →SOC 24x7
O monitoramento contínuo com detecção comportamental de ordens é o que separa o operador legítimo da sessão comprometida usando a mesma credencial. Mercados e câmbio estendem a janela de risco para além do horário comercial, e o ataque escolhe o turno de menor vigilância.
Ver plano →Pentest
O sistema de roteamento de ordens e o home broker concentram falhas lógicas perigosas — limites por operador contornáveis, separação de funções burlável, ordens manipuláveis em trânsito. O pentest valida no servidor o que o front-end apenas aparenta proteger.
Ver plano →Conformidade
DTVMs respondem à CVM e ao Banco Central com exigências de cibersegurança, gestão de incidentes e governança. A Conformidade transforma essas exigências em controles auditáveis e prepara a trilha de evidências para prestação de contas, com LGPD permeando o tratamento de dados de investidores.
Ver plano →Perguntas frequentes
Por que o segundo fator por SMS ou app de código não protege minha mesa de operadores?
Porque esses fatores produzem um segredo compartilhável. No ataque de adversary-in-the-middle, o operador digita o código em um site falso e o atacante o repassa ao site real dentro da janela de validade, capturando a sessão. O MFA resistente a phishing (FIDO2/WebAuthn) resolve isso porque a credencial é vinculada ao domínio real por criptografia de chave pública e não pode ser reutilizada em um domínio falso, mesmo que o operador caia no golpe.
Como detectar uma ordem fraudulenta se ela é emitida por uma credencial válida?
Olhando o comportamento da ordem, não apenas a autenticação. O SOC 24x7 da Decripte mantém uma linha de base por operador — volume, contraparte, ativo, horário e ritmo — e correlaciona o evento de login com o comportamento da ordem. Uma ordem dentro do limite mas fora do padrão histórico daquele operador, emitida após um login de origem incomum, dispara alerta em tempo real, antes da liquidação.
Um atacante consegue manipular diretamente a liquidação no Selic ou na B3 a partir da minha DTVM?
O risco prático não é invadir esses ambientes, que têm controles robustos próprios. O risco é manipular o que sai da sua distribuidora em direção a eles — uma ordem fraudulenta com instrução de liquidação apontando para conta ou contraparte controlada pelo atacante. A defesa está na segmentação da zona que fala com B3 e Selic, na validação fora de banda de alterações de instrução e na detecção da ordem anômala na origem.
Qual o SLA de contenção da Decripte em um incidente de ordens não autorizadas?
O SLA de contenção é de até 1 hora. Na prática, isso significa encerrar a sessão sequestrada, suspender a credencial, bloquear a origem e reter as ordens em risco ainda dentro da janela de pregão, evitando que a fraude chegue a liquidar. A investigação do account takeover e a erradicação seguem em paralelo com preservação de evidência.
Como a segurança se encaixa nas exigências da CVM e do Banco Central?
A Decripte traduz as exigências regulatórias de cibersegurança, gestão de incidentes e governança em controles técnicos auditáveis: política aplicada como segmentação e acesso, SOC com trilha de evidências, runbook de resposta com SLA mensurável e gestão de risco e vulnerabilidades. Frameworks como ISO 27001 organizam o sistema de gestão, e a LGPD permeia o tratamento de dados de investidores, com fluxo de notificação à ANPD pronto.
Minha distribuidora é pequena. Vale o investimento em segurança ofensiva e SOC?
O valor de uma ordem fraudulenta ou de um vazamento da carteira de investidores qualificados não escala com o tamanho da casa — escala com o volume que ela movimenta e com a confiança que sustenta. Por isso a Decripte trabalha em camadas e self-service: você começa pelo diagnóstico gratuito em decripte.io/free, vê sua exposição real e evolui para SOC, pentest e conformidade no ritmo e na ordem que fizerem sentido para o seu risco.
O que protege a mesa de câmbio de fraude de contraparte?
A combinação de validação fora de banda e monitoramento. Operações de câmbio com valores altos e liquidação difícil de reverter exigem que qualquer alteração de instrução de pagamento ou de contraparte passe por uma segunda confirmação por canal que o atacante não controla. Em paralelo, o SOC monitora padrões de BEC — comprometimento de e-mail corporativo — que costumam preceder a fraude de contraparte.
Como começo sem passar por um processo comercial demorado?
A conversão é totalmente self-service. O diagnóstico de Gestão de Ameaças é gratuito e começa agora em decripte.io/free, mostrando credenciais vazadas, ativos expostos e domínios de phishing direcionados à sua mesa. A partir do retrato de risco, você contrata os planos pagos diretamente em /planos, sem formulário e sem espera.
Termos do setor
- DTVM
- Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários: instituição autorizada a intermediar a distribuição e a negociação de valores mobiliários, títulos públicos e privados, câmbio e fundos, com integração à infraestrutura de mercado como B3 e Selic e a custodiantes.
- Account takeover (ATO)
- Sequestro de uma conta legítima por um atacante. No contexto de uma DTVM, refere-se ao comprometimento da sessão de um operador, geralmente via phishing, permitindo a emissão de ordens fraudulentas com a autoridade da credencial original.
- MFA resistente a phishing (FIDO2/WebAuthn)
- Autenticação multifator baseada em criptografia de chave pública vinculada ao domínio real e à presença física de um autenticador. Diferente de SMS ou código TOTP, a credencial não é um segredo compartilhável e não funciona em sites falsos, neutralizando o ataque de adversary-in-the-middle.
- Adversary-in-the-middle
- Técnica em que o atacante se posiciona entre o usuário e o site real, capturando senha e código de segundo fator em tempo real e repassando-os ao serviço legítimo para sequestrar a sessão. É o método central por trás do account takeover de operadores.
- OMS (Order Management System)
- Sistema de gestão e roteamento de ordens de uma distribuidora, responsável por receber, validar, aplicar limites e encaminhar instruções de compra e venda aos sistemas de liquidação. É um alvo prioritário de pentest por concentrar falhas de lógica de negócio.
- Liquidação
- Etapa em que uma operação de mercado é efetivamente compensada e finalizada, com transferência de ativos e recursos via câmaras e sistemas como B3 e Selic. A janela de liquidação é o intervalo crítico em que a contenção de uma ordem fraudulenta precisa acontecer.
A Decripte protege e responde a incidentes no setor de dtvms e distribuidoras.
Pentest, SOC 24x7, resposta a incidentes com SLA de contenção de 1 hora e conformidade — sem você montar um time interno. Ou comece de graça vendo o que já vazou da sua empresa.
